MADRI - O ciclismo mais uma vez se envolve em um caso de doping envolvendo um dos seus atletas. Nesta segunda-feira, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) suspendeu o espanhol Alberto Contador por dois anos após ter o seu exame antidoping dado como positivo na Volta da França de 2010. O exame feito por Contador há dois anos apontou que havia a substância proibida clembuterol em seu organismo.
Com a decisão do TAS, Contador perde o título da Volta da França de 2010 e da Volta da Itália de 2011, outra competição em que foi detectada o uso da substância.
Campeão da Volta da França em 2007, 2009 e 2010, Contador havia alegado contaminação alimentar . Ele chegou a declarar que poderia deixar o ciclismo se fosse suspenso por doping.
Como o tempo de suspensão é retroativo ao dia do exame doping, o espanhol poderá voltar a correr no dia 5 de agosto. No entanto, ele perderá a Volta da França deste ano e também não poderá disputar os Jogos Olímpicos de Londres, que começam em julho.
RIO - A cinco meses das Olimpíadas de Londres, que irão de 27 de julho a 12 de agosto, a judoca brasileira Mayra Aguiar deu no domingo nova prova de que é candidata ao ouro nos Jogos. A gaúcha de 20 anos subiu ao topo do pódio no Grand Slam de Paris, ao derrotar, na final, a americana Kayla Harrison por um yuko, na categoria meio-pesado (78kg).
Nos pesados (acima dos 100kg), o brasileiro Rafael Silva levou a prata, derrotado na final pelo ídolo francês Teddy Riner, que venceu por ippon devido a um estrangulamento, aos 51 segundos. No sábado, a brasileira Sarah Menezes havia ficado com a prata, na ligeiro (48kg), batida pela japonesa Tomoko Fukumi.
Na final, uma velha rival
Na final de domingo, Mayra se defrontou com antiga rival, a americana Kayla Harrison.
— Já havia lutado com ela várias vezes. Estava cansada, cheguei a cair de cabeça e fiquei meio tonta, mas pensei: ‘Vou me acabar, mas vou ganhar’. Eu já tinha sido punida (falta de combatividade) e arrisquei. Usei a técnica de sacrifício (projetando-se de costas no chão e derrubando a adversária de lado) — contou Mayra por telefone. — Depois, segurei a luta para ela não pontuar.
Mayra vem em boa fase. No começo do ano, em janeiro, no Cazaquistão, ela havia conquistado o ouro no Masters — que reúne os 16 melhores do ranking e é o campeonato mais importante do esporte, depois das Olimpíadas e do Mundial. O Grand Slam está abaixo do Masters.
Ontem, a brasileira fez cinco confrontos. No primeiro, superou a francesa Marjorie Ulrich. Depois, foram três ippons, sobre a japonesa Riuka Sato, a alemã Luise Malzahn e, na semifinal, a francesa Audrey Tcheumeo, campeã mundial de 2011 e segunda do ranking.
— Apliquei um golpe com as pernas e cheguei ao ippon — contou Mayra.
Com o título, Mayra, terceira no ranking, soma mais 300 pontos. Curiosamente, ela não costuma acompanhar a lista:
— Não vejo muito. É estressante... Estressa mais que teinar. É dar o máximo, e os pontos vêm em consequência.
A atleta irá conversar com a comissão técnica sobre a estratégia até julho. O judô é sua única e exclusiva ocupação.
— Tranquei a faculdade de educação física. Não dá para estudar direito — afirmou ela, que não vê como peso o fato de ser candidata a medalha. — Não dá para levar isso como um peso, mas sim como um incentivo. Estou bem, a fase é boa, e quero dar o máximo pela medalha.
Em 2008, com 17 anos, ela foi às Olimpíadas pela primeira vez, em Pequim, mas foi eliminada por uma espanhola, logo na primeira luta.
— Agora, eu me sinto mais madura, estou com a cabeça melhor, com o corpo melhor. Desta vez, no dia 3 de agosto, vou completar 21 anos nos Jogos de Londres — disse.
Para o diretor técnico da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, os brasileiros vêm obtendo resultados de forma consistente:
— Inicialmente, a ideia era não trazer Mayra para cá, mas ela me disse que queria vir a Paris. Isso mostra confiança.
Para ele, Mayra deve ficar mais voltada para os treinos.
— É provável que ela tome parte em torneios em nível mais baixo, para manter o ritmo de competição. Deve ir ao Grand Slam de Moscou, em maio, que já não vai mais somar pontos para a classificação olímpica — declarou. — A Mayra está num caminho muito bom, mas a hora é de baixar a intensidade de competições e subir às vésperas dos Jogos.
Duelos em duas classes
Wilson elogiou Rafael Silva pela prata, observando que este está praticamente assegurado em Londres. Segue indefinida a classe dos médios (90kg): Tiago Camilo e Hugo Pessanha ainda lutam pela vaga. Tanto assim que irão competir em Düsseldorf (Alemanha), em duas semanas. Na meio-pesado (até 100kg), Luciano Corrêa e Leonardo Leite, que travam duelo à parte, competirão nos dias 11 e 12 em Oberwart (Áustria).
Já estão garantidos ou quase em Londres, segundo Wilson, Sarah Menezes, Érika Miranda, Rafaela Silva, Mariana Silva (quase), Maria Portela (quase), Mayra Aguiar e Maria Suellen Altheman; Felipe Kitadai (quase), Leandro Cunha, Bruno Mendonça (quase), Leandro Guilheiro e Rafael Silva.
— Esperamos, o Guilheiro líder do ranking amanhã, o primeiro brasileiro na posição, e quem sabe a Mayra líder também? — torce Wilson.
RIO - O Fluminense estreia nesta terça-feira na Copa Libertadores com um time que, até agora, não empolgou a torcida. As duas primeiras vitórias por 3 a 0 sobre adversários fracos no Estadual, e mais duas partidas irregulares, com uma derrota e um empate, deixaram uma dúvida para a noite desta terça-feira no Engenhão: qual o Fluminense entrará em campo contra o Arsenal de Sarandí, da Argentina?
O técnico Abel Braga tenta encontrar uma resposta e a solução para um time que ataca muito, mas comete erros de finalização e de passes, que acabam estourando na defesa, outro problema crônico do Fluminense desde 2011. Apesar de tudo, Abel gostou do que viu, com ressalvas, na fraca atuação dos jogadores reservas no empate com o Duque de Caxias no sábado.
— O time tem trabalhado melhor a bola e tem tido velocidade boa na troca de posições. Mas erramos alguns passes ali no meio-campo — afirmou Abel Braga.
Edinho opção na zaga
A entrada de Thiago Neves não melhorou a qualidade do passe. O jogador, ainda sem ritmo, até pediu para jogar mais e ficou em campo, ao todo, 60 minutos. Ontem, no treino dos titulares, Abel testou Thiago Neves e Rafael Moura. Como Leandro Euzébio está machucado, Edinho foi recuado para a zaga e Thiago entrou no meio-campo, ao lado de Wagner e Deco. Rafael Sóbis saiu para a entrada de Moura, que teve fraca atuação no empate com o Duque de Caxias. Carlinhos e Bruno tiveram liberdade para atacar.
— É uma característica do Fluminense ter laterais que avançam muito desde o ano passado — disse Abel.
Com boa estatura de seus jogadores, o Arsenal tem no jogo aéreo o seu ponto forte. Abel tentará neutralizar a jogada e usar a mesma arma do adversário no ataque. Durante a semana, o técnico trabalhou muito as jogadas de bola parada em cobranças de escanteio e faltas. Thiago Neves surgiu como principal armador para as conclusões dos atacantes.
Os ingressos para o jogo continuam a ser vendidos hoje nas Laranjeiras, São Januário, Engenhão e no site futebolcard.com. A procura tem sido fraca. Até ontem, apenas 7. 530 haviam sido vendidos dos cerca de 33 mil ingressos disponíveis.
RIO - Após o empate sem gols, neste domingo, no Engenhão, os jogadores do Botafogo deixaram o campo com a sensação de que faltou caprichar mais para terminar o fim de semana com uma vitória sobre o Flamengo. Após desperdiçar duas chances claras de gol, o atacante Loco Abreu resumiu o sentimento do time.
— Falhamos nas finalizações e perdemos a oportunidade de sair com uma vitória — disse o uruguaio.
Elogios a Márcio Azevedo
Oswaldo de Oliveira fez coro às palavras de Loco Abreu. O treinador, que costuma manter a calma no banco de reservas, ficou agitado nos momentos finais da partida, após a expulsão de Willians.
— Jogamos bem. Tomamos a iniciativa da partida, mas pecamos na finalização. O Flamengo é um time grande e, claro, também teve suas chances. Mas o Botafogo foi superior — analisou o técnico, elogiando a atuação de Márcio Azevedo. — Ele foi o nosso jogador mais regular.
Em busca de uma leitura positiva do jogo para o Botafogo, o experiente Renato disse que a equipe mostrou um bom entrosamento e criou chances.
— A equipe está chegando ao ataque. Este é o ponto positivo. Caso contrário, a situação seria pior — afirmou.
Companheiro de Renato no meio de campo botafoguense, Andrezinho, que teve uma boa atuação, seguiu para o vestiário satisfeito com a equipe.
— Na partida de hoje, precisamos elogiar a entrega e a qualidade que o time apresentou — afirmou Andrezinho.
Apesar de os jogadores terem saído de campo falando sobre o lado positivo do empate, o resultado deixou o time em situação complicada na Taça Guanabara. O zagueiro Fábio Ferreira, que também desperdiçou boa oportunidade de gol, não se mostrou assustado ao ver o time fora da zona de classificação para a semifinal.
— Não é estranho (tabela). Os pequenos estão mostrando qualidade — disse o zagueiro. — Agora é trabalhar mais para o próximo jogo.
RIO - O Flamengo tem pressa. A dez dias de estrear na fase de grupos da Copa Libertadores, o clube considera que não há tempo a perder, e Joel Santana chegará com uma apresentação sem pompa, bem ao estilo do própio técnico. Ele vai direto para o campo nesta segunda-feira, às 16h30m, no Ninho do Urubu, e vai dirigir um treino em que só deverão trabalhar com bola os reservas. Antes, conversará com os titulares. Em seguida, ele dará entrevista coletiva.
Neste domingo, Marcelo Salles, auxiliar de Joel, acompanhou o clássico contra o Botafogo no Engenhão. Horas antes, teve contato com os jogadores na concentração.
Pelo menos no discurso dos jogadores, Joel chega com respaldo. A começar por Ronaldinho Gaúcho.
— Ele é um treinador que todos nós admiramos, e estamos ansiosos para que ele possa começar a trabalhar logo — disse Ronaldinho.
Dívida com o craque
Considerado por muitos o pivô da demissão do técnico Vanderlei Luxemburgo, o apoiador negou, ainda no intervalo, que tenha tido qualquer problema com o ex-treinador rubro-negro.
— Nunca tive problema com ninguém. Faço sempre o melhor que posso para ajudar a equipe — garantiu.
Hoje, Assis, irmão e procurador de Ronaldinho, deverá se encontrar com o vice de Finanças, Michel Levy. No encontro, o clube vai se comprometer com Assis a garantir que o jogador vai receber integralmente seus vencimentos (R$ 1,2 milhões mensais), mesmo que o clube acabe rompendo com a Traffic, o que parece ser mesmo o mais provável. Além disso, a conversa irá girar sobre como será paga a dívida de R$ 4,5 milhões, relativa à porção do salário que a parceira deixou de pagar.
O lateral Júnior César também mostrou otimismo com a chegada de Joel:
— Muitos aqui já trabalharam com ele. Ele sabe trabalhar e vamos evoluir muito.
O goleiro Felipe, que salvou o time em vários lances, também mostrou otimismo:
— Quando chega um novo treinador, há sempre aquela mudança no elenco, porque quem não está jogando quer mostrar que pode jogar. Espero que aqui o Joel possa ser vencedor como sempre — afirmou o goleiro.